segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Duas escolhas

Luis é o tipo de cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer.  Se alguém lhe perguntasse como ele estava, a resposta seria logo: “Ah.. Se melhorar, estraga”. 
Ele era um gerente especial em um restaurante, pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes.  Ele era um motivador nato. Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luis estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação. Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei: “Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo”.  “Como faz isso”? Ele me respondeu: “A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo”: “Luis, você tem duas escolhas hoje:                         Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho ficar de bom humor.
Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido.  Eu escolho aprender algo. 
Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida. Certo, mas não é fácil - argumentei. É fácil sim, disse-me Luis. A vida é feita de escolhas.  Quando você examina a fundo, toda situação sempre oferece escolha.  Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu  humor. É sua a escolha de como viver sua vida.  Eu pensei sobre o que o Luis disse e sempre lembrava  dele quando fazia  uma escolha.
Anos mais tarde, soube que Luis um dia cometera um  erro, deixando a porta de serviço aberta pela manhã. Foi rendido por assaltantes. Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo. Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele.  Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital.  Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo.  Encontrei Luis mais ou menos por acaso. Quando lhe perguntei como estava, respondeu: “Se melhorar, estraga”. Contou-me o que havia acontecido perguntando:
“Quer ver minhas cicatrizes”?  Recusei ver seus ferimentos, mas  perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do  assalto. A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu.
  Então, deitado no chão, ensangüentado, lembrei  que tinha duas escolhas:  “Poderia viver ou morrer”. “Escolhi viver”! Você não estava com medo? Perguntei.  “Os para-médicos foram ótimos”. “Eles me diziam que tudo ia dar certo e  que ia ficar bom”. “Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado”. Em seus lábios eu lia: “Esse aí já era”. Decidi então que tinha que fazer algo. O que fez? Perguntei. Bem. Havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas.  Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa.  Eu respondi: "sim".  Todos pararam para ouvir a minha resposta.  Tomei fôlego e gritei; “Sou alérgico a balas”!  Entre risadas lhes disse: “Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não como um morto”. Luis sobreviveu graças à persistência dos médicos...  Mas sua atitude é que os fez agir dessa maneira. E com isso, aprendi que todos os dias, não importa  como eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente.  E não esqueço que todos os dias a fonte de toda a vida é o Senhor Jesus, Ele é a motivação para uma vida plena. Que todos os dias possamos escolher Jesus.


(autor desconhecido)

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